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Posts Tagged ‘relacionamento’

Não sei se já comentei antes, mas acredito que estas são duas das grandes palavras do momento: Interação e Personalização. Porque? É isso que vou tentar mostrar a vocês agora.

Não é novidade. Nós sabemos que a internet e a tecnologia de um modo geral cresceram e se popularizaram ao ponto de se mesclarem ao nosso dia a dia de forma que as julgamos cada vez mais necessárias. Hoje temos redes sociais como o Twitter, Facebook, Orkut e Myspace onde pessoas procuram por amizades, relacionamentos, informação e visibilidade. A forma como essas redes facilitaram a interação com outras pessoas, independente de lugar, hora ou de roupas apropriadas fez com que multidões se reunissem para se encontrarem por meio destes espaços. Alimentadas pelo instinto natural de viver em comunidade e a necessidade de estarem perto uns dos outros, essas redes crescem sem parar.

Fora isso, e quase em contra-senso, existe a idéia antiga de individualidade encravada há anos na sociedade e que hoje se atualiza em perfis personalizados onde contamos e mostramos muito (se não tudo) do que somos. Achamos importante que saibam quem somos e possam nos diferenciar das outras pessoas. Para tanto, fotos, mensagens, idéias pessoais, vídeos e músicas desenham personalidades virtuais que, muitas vezes, nem correspondem ao que vemos na realidade. Além do mais, a oportunidade de ser quem você gostaria de ser e não exatamente o que é, soa bastante sedutora principalmente para aqueles que precisam de uma válvula de escape diante das insatisfações da vida. Portanto, seja para mudar-se ou orgulhar-se de sí mesmo, a personalização desempenha papel fundamental e mostra-se profundamente atraente.

Interação para nos fazer ter acesso ao mundo inteiro. Personalização para nos permitir moldar este mundo (e tudo nele) como bem entendemos. Parece ficção? Mas não é… Olhem ao redor. Hoje os jogos mais populares são aqueles em que é possível jogar com outras pessoas através da internet, onde é oferecida a possibilidade de interagir sem precisar sair de casa. Montadoras de veículos oferecem várias opções de personalização em muitos de seus modelos, como é o caso do Novo Uno onde se permite ao cliente escolher entre uma infinidade de detalhes que tornam a aparência do carro quase única. Tudo isso para que você possa se diferenciar dos demais. Além destes, existe um grande número de exemplos que podem ser facilmente encontrados na internet, bastando para isso uma rápida pesquisa:

Fiat Mio:
Projeto da Fiat que visa desenvolver um automóvel a partir das idéias das pessoas que comprarão o carro. Um grande exemplo de interação através da colaboração em prol de uma idéia para o desenvolvimento de um produto sob medida.

The Sims 3:
Um jogo de computador onde um dos aspectos mais atraentes é a possibilidade de criar personagens limitados apenas pela sua imaginação. A personalização vai desde cada detalhe da aparência até o mais íntimo do comportamento individual.

Twitter:
Rede social que permite a exposição de idéias de forma rápida e eficiente. Uma vez que sua rede de amigos está formada, é possível fazer-se notar por uma grande quantidade de pessoas e, a partir da influência alcançada, destacar-se pela individualidade.

Por ser um assunto bastante abrangente, as circunstâncias filosóficas ou psicológicas que fomentam este tipo de comportamento são pontos que exigem a avaliação cautelosa de pessoas realmente dispostas. Mas para aqueles que encontram com frequência idéias como estas no trabalho, perceber a tendência sólida do interagir e personalizar é fundamental na compreensão do mundo. Tanto o real quanto o virtual. Através disto é possível direcionar ações que se sustentem nestes aspectos e desfrutar construtivamente deste momento em que se encontra nossa sociedade.

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Muitos animais têm o costume de se moverem em grupos. Já observou as formigas caminhando em sua parede? Elas seguem todas em fila, uma atrás da outra, por um mesmo caminho, rumo a um objetivo em comum. Alguns pássaros também costumam migrar em bandos, as vezes fazendo formações curiosas mas, de todo modo, predestinadamente indo onde todos os pássaros em sua situação costumam ir. Lemmings também se movem em conjunto, no entanto, muitas vezes, sem exatamente um objetivo, o que acaba por ocasionar sua morte.

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Como seres humanos, também nos agrupamos. Para nos mover na vida (e nisso insira o movimento que fazemos com nossas escolhas, com as tendências que seguimos, com os hábitos que cultivamos, etc.), podemos escolher simplesmente seguir a multidão. Talvez essa seja a escolha mais fácil. Deste modo, não corremos tantos riscos, afinal, todos estão dando seus passos pela mesma estrada. Se todos a percorrem, ela deve ser boa, não é mesmo? Não, não exatamente. As vezes o caminho que o “todo” escolhe seguir não é o caminho que seu coração deseja percorrer. Não digo que todo tipo de “agrupamento” seja ruim, claro que não. Até porque, nenhum homem é uma ilha e isso se prova com o simples fato de nossa interdependente existência neste planeta. Me refiro ao caso de alguns humanos simplesmente esquecerem de ouvir a pequena voz que grita desesperada dentro de si mesmos para seguir o comodismo da moda vigente. Pensamentos como: “se todos fazem, eu devo fazer também”“se fica bem neles, fica bem em mim também”, ou até,  “se é o melhor para eles, é o melhor para mim também.

Ignorar sua própria idiossincrasia pode ser um forte empurrão em direção à perda de personalidade e então, consequentemente, à indiferença e ao desrespeito às peculiaridades e diferenças do outro, o que nos levará, inevitavelmente, a cada vez mais guerras, opressão e, por contraditório que possa parecer, individualismo. Não o individualismo saudável de personalidades, mas sim o temível e nocivo individualismo de almas. Grupos se afastarão de outros grupos, diferentes do seu. Os caminhos se tornarão coisas impostas e não uma escolha espontânea. Eventualmente, a raça humana sucumbirá e a Terra será destruída.

Ora essa! Talvez seja hora de, quem ainda está em dúvida, respirar fundo e experimentar a sensação de percorrer seu próprio caminho, sem se esquecer, no entanto, que por mais diferentes que sejamos, todos ainda somos parte de um mesmo corpo. Afinal, pra que tanta pressa? O que todos estão querendo provar? No final das contas, na vida, não importa quão rápido você vai atingir o outro lado da montanha, mas sim o modo como você escolherá fazer a escalada.

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Bem, dando continuidade ao assunto abordado no post anterior, o que seria o tal problema de relacionamento entre os seres vivos e sua comida?

Imagine que você é um camaleão caminhando por este mundo vasto, misterioso e colorido, repleto de curiosidades a cada passo quando, de repente, se depara com uma linda borboleta. Olha para ela e a admira. Você, jovem e intrépido, nunca vira nada igual antes. Seus olhos dançam para todos os lados analisando a novidade. Mas, falta-lhe algo: sentidos refinados para que possa interagir com sua descoberta de maneira apropriada.

Sendo um camaleão, você não dispõe de mãos desenvolvidas o bastante para poder tocar e sentir a borboleta. Não tem um olfato tão apurado para poder cheirá-la profundamente. Mas o desejo de aproximação e interação é tanto que você, desesperadamente, usa da única maneira pela qual tem certeza que terá o melhor contato com o belo inseto descoberto: abrir sua boca e estender sua língua.

camaleao

Então, num súbito “slap”, você, camaleão curioso, está interagindo da melhor forma que poderia com a bela borboleta. Basicamente o pensamento do camaleão foi algo assim: “O que é isso? Algo novo! Que excitante! Preciso saber mais! Preciso descobrir! Preciso… preciso… que esteja perto. Preciso que esteja em mim!”

A aqueles que estão achando que o camaleão estava meramente com fome, digo que são muito superficiais. Acham isso porque possuem mãos, pés, olhos e uma infinidade de habilidades que os permitem sair por aí e abraçar alguém, sem que seja necessário abocanhá-lo. Mas para seres diferentes, comer sua descoberta pode fazer todo o sentido. Assim, vê-se que o ato de saborear a borboleta pode ser apenas uma tentativa subdesenvolvida de relacionar-se com ela.

babyIsso não acontece apenas com o camaleão, é claro. Todos os animais agem assim. Até mesmo os macacos, que possuem membros bem desenvolvidos e seriam bem capazes de chegar dizendo um “e aí, mano!” para qualquer ser diferente que encontrassem. Mas, ao invés disso, pegam suas descobertas e a colocam na boca. Não estão simplesmente comendo tudo o que vêem. Estão se relacionando! Explorando e descobrindo! Não acha possível? Bem, não sei se você está lembrado, mas também é um animal. E se acha que os humanos não fazem coisas desse tipo, porque não vai dar uma olhada no comportamento dos filhotes de sua espécie?

Todas as crianças, bem como os camaleões, são curiosas e exploradoras. Tentam da melhor maneira que podem relacionar-se com o mundo novo à sua volta. Não tendo ainda dominado a complexta técnica do “e aí, mano!”, fazem uso de seus instintos e colocam dentro de suas úmidas e banguelas bocas tudo o que encontram pela frente. Seria fome? Não ainda… Eles só se tornam Pacmen quando crescem. Logo, toda esta comilança NÃO é motivada apenas pelo vazio no estômago (e não se preocupem, a garotinha não devorou o cachorrinho).

Mas ainda há algo extremamente importante a ser dito sobre o homem Pacman. E talvez este seja o ponto mais importante deste tema. Então, vão tomar uma água e pegar um pouco de vida. Falaremos dele num próximo post.

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Se você parar para pensar seriamente, vai ver que, na luta pela sobrevivência de todas as formas de vida neste planeta, o mais forte sempre come o mais fraco. O que não fica claro nessa comilança toda é se eles estão sempre tentando matar a fome, pois às vezes os seres vivos parecem apenas não conhecer qualquer outra forma de interagir com outro, se não o comendo. Observe a científica e profissional ilustração da cadeia alimentar a seguir.

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O que? Nunca viu um leão comer uma águia? Bem, acontece! É raro… mas acontece. De qualquer forma, o que você deve notar é a posição específica de cada animal dentro da cadeia. Cada um deles come apenas um item à sua frente (e não venha me dize que leões também comem coelhos). O único animal que come TODOS os itens à sua frente é o homem. Por isso, acredito que a melhor forma de o representar seja através da imagem do Pacman.

Você realmente acha que o homem tem tanta fome assim? Para ele, tudo que é orgânico pode ser comido, independente de horário, lugar, crenças ou idéias. O homem caminha e come. Come para crescer, come para se divertir, come para passar o tempo, come para reproduzir… e por aí vai. É claro que a captação de energia é essencial ao funcionamento de nosso corpo. Mas será que, ao nos preocuparmos tanto com o mastigar e saborear, não acabamos criando uma espécie de “barreira evolutiva” no que diz respeito a maneira como nos alimentamos? O sentido original já se perdeu e é bem possível que tenhamos nos atrofiado no aspecto “absorção”.

burpExiste um médico (e infelizmente não encontrei nenhum link sobre isso para postar aqui) que sugere que a própria digestão é, em sí, uma forma de defesa do organismo contra um elemento invasor. Ou seja, aquilo não deveria estar alí. Não me soa como uma idéia tão louca assim (aliás…). Ele pode estar certo. Mas não tenho muitos detalhes sobre sua teoria. Se alguém achar alguma coisa, pode enviar para nós. Ficariamos muito agradecidos. 🙂

De outro lado temos alguns espiritualistas que falam sobre nossa capacidade de absorver energia vital do universo. Contudo, ainda acho que, devido a natureza bruta e material de nosso corpo, é difícil mudar radicalmente nosso costume alimentar. Não adianta querer olhar para o Sol e esperar que ele mate sua fome assim de repente. Como eu disse antes, estamos atrofiados neste quesito. A questão é que, se não prestarmos atenção nestes pontos suitís, eles realmente vão passar despercebidos. E continuaremos atolados, impedindo a nós mesmos de fluir nosso desenvolvimento alimentício. É algo bem difícil mas, de agora em diante, que tal, sempre que for comer alguma coisa, fazer uma pergunta para sí mesmo: “Porque estou comendo isso?”

Mas espere! Algo ficou inexplicado. No início do post mencionei que talvez TODOS os seres (não apenas os humanos) possam ter um problema de relacionamento com sua comida. Será possível? Bem, vamos continuar isso num próximo post. Se não, este fica muito grande e todos terão preguiça de lê-lo.

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Em boa companhia

Uma coisa que chama minha atenção e, as vezes, chega mesmo a me aborrecer, é a mania que algumas pessoas apresentam de não parecerem capazes (não quererem mesmo) de fazer absolutamente nada sozinhas. Seja no intervalo de trabalho, quando você quer se concentrar em alguma atividade e o indivíduo insiste que o acompanhe até a máquina de café; seja na faculdade, quando seu colega insiste em lhe arrastar para a cantina, mesmo que você tenha acabado de voltar de lá; seja dando um pulinho no banco para fazer aquele pagamento no último dia do desconto. E não digo isso me referindo às ocasiões naturais em que a pessoa realmente deseja sua presença para bater um papo ou discutir algum assunto, mas sim àquelas situações em que você se vê claramente arrastado pelo puro e simples fato de seu colega não gostar de fazer absolutamente nada sem que uma outra pessoa o acompanhe.

Refletindo a respeito, não fica tão difícil achar uma explicação clara e simples para essa atitude: cada vez mais, hoje em dia, as pessoas perdem a capacidade de estarem sozinhas por não suportarem sua própria companhia. Este pensamento lhe parece agressivo? Então vamos analisar um pouco mais.

menina2Estando sozinha, a pessoa é obrigada a prestar atenção em seus próprios pensamentos. Se ela não tiver nenhum, talvez fique apenas entediada e então busque a companhia de outros para se distrair. Se ela tiver pensamentos rasos e fúteis, buscará a companhia alheia para desabafar sobre sua pobre existência,  ou para se entorpecer um pouco com assuntos aleatórios que só lhe são proporcionados pela interação com o próximo. E há também a que teme estar sozinha por não aguentar a possibilidade de olhar para dentro de si mesma e ver coisas que  não gosta ou não se acha capaz de encarar. Vejam bem, não estou dizendo que interação seja algo ruim; muito menos que toda busca por companhia é um ato desesperado. Estou apenas comentando sobre pessoas cuja capacidade de individualismo chegou a níveis tão baixos (e isso pode ocorrer pelos mais diferentes motivos) que elas se tornam incapazes de sobreviver sem o constante “apoio” de um outro alguém.

A busca por uma vida em sociedade pode ser algo bem natural entre seres humanos, mas ainda assim, o individualismo e os momentos de reflexão pessoal são necessários. Momentos em que você pára e se dedica a si mesmo. Ações e atividades que você desempenha em sua própria companhia, ouvindo seus próprios pensamentos e analisando seus próprios sentimentos. Uma pessoa que procura conhecer a si mesma não entrará tão facilmente em conflito ao ter que afastar-se de seus companheiros por alguns minutos.  Ir comprar pão, ir à cantina da sua faculdade, ir até a máquina de café no seu trabalho, ou até mesmo ao banheiro, sozinho, não será um desafio do qual você procura se esquivar com todas as suas forças.

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Quando olhamos para dentro de nós mesmos, vemos coisas boas e ruins. Decidir até que ponto você se aceita e então resolver o que fazer a respeito daquilo que você viu talvez seja a chave da questão. Há quem decida encarar a si mesmo e busque, passo a passo, desvendar os mistérios que sua existência lhe guarda. Há quem fuja e prefira não olhar para si mesmo por muito tempo. Eis as pessoas que nos rodeiam. Milhares de tipos e sabores.

Mas assim é o mundo. As pessoas têm medo e, em alguns casos, esse medo as domina. No entanto, um dia será impossível continuar a evitar o espelho e então… O que acontecerá? Bom, seja como for, enquanto alguns amigos, com cara de espanto, continuam a me olhar surpresos e a exclamar “Você vai ao cinema sozinha?!“, eu continuo a sorrir e a replicar casualmente: “Por quê não? Eu gosto tanto da minha companhia.

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